quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Moda e Meio Ambiente: a parceria do futuro

Depois de muito se falar sobre os estragos sofridos pelo meio ambiente as pessoas estão tomando consciência de seus atos e pensando melhor no que podem fazer para “salvar o planeta”. Com o mundo da moda não foi diferente. Diversas marcas promoveram desfiles e coleções baseadas na chamada “ecomoda”, onde o objetivo era fazer uma moda que respeitasse o meio ambiente. Exemplos de marcas nacionais que aderiram à ecomoda são a Osklen, Poko Pano, Gooc, Vide Bula e Hering.

Uma iniciativa bastante interessante foi realizada pelo São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil, na edição de janeiro de 2007. O tema da semana de moda foi “o desenvolvimento sustentável e a criatividade”. Outro evento interessante foi a campanha “Eu não sou de plástico”, que teve como responsável a jornalista de moda Lilian Pacche, onde o objetivo era incentivar as pessoas a não utilizarem sacolas plásticas. Para isso, mais de cem estilistas participaram do evento e desenharam bolsas exclusivas, juntamente com ONGS e outras entidades relacionadas.Essa moda sustentável apropria-se tanto de materiais reciclados quanto de materiais que não causam danos ao meio ambiente, como tecidos orgânicos e tintas naturais. Algumas marcas utilizam como matéria prima retalhos de tecidos de grandes indústrias têxteis ou até mesmo roupas velhas.

Mesmo assim, algumas pessoas ainda têm certa resistência para aceitar essa tendência por acharem que se trata de coisas feitas com restos ou com materiais que não prestam. Essas pessoas que têm esses pensamentos deveriam rever seus conceitos e dar uma pesquisada melhor no assunto. Elas verão que são coisas de boa qualidade e que na verdade, só contribuem para a preservação do meio ambiente.

Certo ou incerto, futuro

Quando recebi a missão de escrever um texto sobre “profissão jornalista” me lembrei de uma atividade que o professor Edrei, de filosofia, nos mandou fazer no primeiro dia de aula. Lembro que eu tinha uma visão um pouco romântica da profissão, imaginava o jornalismo imparcial, a favor das minorias. Aos poucos fui modificando essa idéia, mas ainda acredito no jornalismo de qualidade.

Se tem uma pessoa que acha o futuro algo muito incerto, essa pessoa sou eu. Por causa dessa minha insegurança, costumo fazer alguns planos para o caso de algum não dar certo. Estou falando isso porque não sei ao certo o que seguir dentro do jornalismo. Acho que o curso me abriu um leque com várias opções e eu gosto de muitas delas. Tenho preferência pelo jornalismo de moda e por assessoria de comunicação. Bom, mas o futuro a Deus pertence.

Vida de estudante

A faculdade foi uma época muito boa da minha vida. Acho que eu comecei a ver o mundo com outros olhos. Nesse sentido foi bastante positiva, passei a perceber que as coisas geralmente não são só positivas ou negativas. Para tudo há um meio termo.

Durante esse período conheci pessoas maravilhosas que vou levar pra sempre, mesmo que só no coração e na lembrança. Na época do colégio as pessoas com quem você anda, geralmente são parecidas com você. Eu percebi que isso não é a receita de sucesso para uma amizade na faculdade. Conheci pessoas totalmente diferentes e que mesmo assim são do meu circulo de amizade.

Os professores desempenharam um papel fundamental na minha formação. Acredito que muitas vezes a transmissão de experiências foi mais importante do que determinadas leituras. Levo lembranças muito positivas desses 4 anos que parecem ter começado ontem.

Quem sou eu?

Eu concordo quando dizem que falar de nós não é fácil. Não tenho muitas dificuldades para escrever sobre outras pessoas, mas quando o assunto sou eu, a dificuldade aparece. Para começar, eu nasci e morei até os 15 anos em uma cidadezinha de no máximo 30 mil habitantes e distante 160 quilômetros de Maringá, Goioerê. Acho que carrego algumas características desse local, meu stress no trânsito por exemplo.

Bom, as vezes eu acho que nasci em uma época diferente e talvez em um lugar diferente. Sabe quando parece que você não se encaixa muito nas coisas? Mas eu gosto de várias coisas da “atualidade”. Adoro assistir filmes, principalmente drama, confesso. Também gosto muito de livros, um dos meus sonhos é ter uma biblioteca em casa, já tenho três prateleiras.rês prateleiras.

Eu não sou muito extrovertida, mas sei ser amiga. Aliás tenho poucos, porém verdadeiros amigos. A família tem um peso muito grande na minha vida, mas eu sei separá-la da minha vida profissional. Aliás são dois pontos que eu prezo bastante.

Só pra rir um pouco...

Enquanto a Lizandra e a Mayara postaram textos sérios em Curiosidades, preferi colocar alguns vídeos engraçados, que por sinal renderam muitas risadas nos últimos dias, são "produções" de uma qualidade fora do comum, verdadeiras obras primas da Música Popular Brasileira.

Alguns eu conheci via Twitter, aliás, desses vídeos que vou postar hoje, todos foram "conhecidos" via Twitter.

Então pra diversão geral: Kombi Branca com Vitória Matos; um Tchanananana com Mike e pra encerrar uma aula de inglês em What is the brother com Ednaldo Pereira.









Muito mais que apenas saber escrever, isso é Jornalismo!

Quem entra na faculdade de jornalismo, nem sabe ao certo, o que é jornalismo, isso foi algo que pude comprovar em minha sala. Muita gente entrou na faculdade achando que ia aparecer na TV, que ia ser famoso, que ia apresentar o Jornal Nacional. Mas acho que jornalismo é muito mais que um simples apresentar jornal, o trabalho do jornalista começa muito antes, ainda na pauta, decidindo o que pode ou não interessar o seu público e seu leitor/ouvinte/telespectador.

Depois de definida a pauta, o jornalista começa a parte mais interessante do trabalho, que é coletar dados, “correr atrás de entrevistados”, tomar aquele “chá de cadeira” esperando por uma entrevista, enfim, coisas que todo jornalista já passou, creio eu.

O mais interessante nessa profissão, é o de dar voz ao povo, e levar informações ao povo, levar informação à quem precisa de informação, e hoje em dia, quem é que consegue viver sem informação? Por mais superficial que ela seja.

O jornalista precisa informar e também ser informado, em minha opinião o jornalista é uma pessoa que sabe de tudo um pouco, nem sempre é especializado naquilo, mas durante a realização de uma matéria, acaba por aprender, mesmo que de forma superficial alguma coisa sobre a sua pauta.

Acho que mesmo o jornalismo virando algo comercial, uma coisa que toda pessoa que pensa em fazer jornalismo deve ter na cabeça, é a questão de ajudar o próximo de alguma forma através do jornalismo, a função social do jornalismo existe mesmo, não é “história pra boi dormir”, mas nem sempre tem espaço para que isso aconteça. Para entrar na faculdade não basta saber escrever, como muitos pensam, jornalismo é muito mais que um simples texto, podem confiar.

Aos 45 minutos do Segundo Tempo

Como vi minha amiga Lizandra Gomes dizendo em seu texto, o que mais se ouve dizer antes da faculdade são as festas, os barzinhos e os momentos pós aula, ou no caso de alguns, durante a aula mesmo. E isso ficou bem claro logo no começo da faculdade, talvez em situação menor, até porque estudávamos de manhã e ir logo cedo para o bar não é tão comum como ir a um barzinho a noite.

Mas nos 4 anos de curso, que estão se esgotando em uma semana, muita coisa aconteceu, e talvez algumas ideias que tinha durante o curso ou até antes de entrar na faculdade foram ficando pelo caminho, assim como outras ideias que eu nunca tive e que apareceram durante o curso, mas uma coisa que mantive desde o começo, ou até antes do curso, foi a paixão pelo esporte e a vontade de respirar isso, como disse no meu “perfil”. Esse interesse por esporte foi o que me condicionou a entrar na faculdade de Jornalismo, e graças a Deus, isso foi uma das únicas coisas que eu mantive intacto durante todo o curso. Mesmo sabendo que esse meio é meio “sujo”, mas acredito que todos os meios são assim.

Outra coisa que ganhei nesses 4 anos de faculdade, foram amigos que pretendo levar para o resto da vida, alguns com maior intensidade que outros, mas todos fazendo parte do roteiro desse “filme” que é fazer uma faculdade.

Acredito que depois da banca de defesa, a maioria dos estudantes está da mesma maneira, dando graças a Deus por ter conseguido se formar, e ao mesmo tempo fica um “vazio” por saber que não irá mais acordar cedo e ir pra faculdade, ouvir os professores, as piadas sem graças (ou não) dos amigos. Fazendo uma comparação bem “idiota”, essa semana pós-banca de defesa é como se fosse um time com o título garantido esperando o apito do árbitro para comemorar com a sua torcida (que nesse caso são amigos e familiares).

Portanto, acho que em pouco tempo sentirei muita falta de tudo que passei em sala, em laboratório, algumas experiências dentro da própria Rádio Cesumar, que foi um lugar que me deu espaço não apenas para crescer profissionalmente, mas também pessoalmente. Enfim, esses 4 anos estão marcados, não apenas de coisas boas, mas com boas lembranças na maioria das vezes.

Do esporte ao jornalismo, passando por Maringá

Acho que em 4 anos de curso, nenhum texto deve ter sido tão complicado de ser feito, afinal, falar sobre nós mesmos é uma coisa que muitas vezes assusta ou pelo menos nos deixa em situação de “risco”.

Poderia colocar aqui, as definições que esses sites tipo Orkut, Twitter pedem para você colocar, mas não seria um diferencial, seria apenas uma cópia de algo que todo mundo já leu ou já viu.

Acho que posso falar um pouco sobre meus gostos, acho que isso pode falar mais sobre mim, sou um cara apaixonado pelo que faz, neste caso, o jornalismo. Uma criança que desde sempre queria ser jornalista, que nunca quis ser astronauta, médico ou dentista (tinha pavor de ir ao dentista ou ao médico).

Já passei dos 20, e não me acho fora de ritmo, sou alguém que se pudesse respiraria esporte 24 horas por dia, alguém que gostaria de ver Maringá com um esporte com mais apoio e sendo mais reconhecido não só em nível nacional, mas também, principalmente, em nível municipal pelos empresários da região.

Se fosse pra resumir em duas linha: Paulista radicado no Paraná. Apresentador do Arquibancada. Jornalista multimídia e Apaixonado por Esportes. Essa seria a definição, essa sim, “roubada” do Twitter.

Vôlei maringaense passa por dificuldades este ano

Depois de fazer uma boa participação na Superliga 2007/2008, o time de vôlei de Maringá tinha como meta se manter entre as equipes mais competitivas do esporte no Brasil, mas a desistência de patrocinadores fez os planos mudarem.

Para a Superliga 2008/2009, o time tinha a vaga garantida dentro de quadra, mas não conseguiu um patrocinador que ajudasse nos gastos. Com isso a equipe acabou deixando de participar da competição e perdendo assim a vaga que havia sido conquistada na temporada anterior.

Em 2009, as coisas continuam difíceis para a equipe maringaense, que ficou com o 4º lugar nos Jogos Abertos Brasileiros, competição em que o time defendia o título em casa, e um vice campeonato na Liga Sul. Mesmo com os bons resultados do 1º semestre deste ano, o time não conseguiu atrair patrocinadores.

Apesar das dificuldades, a equipe continua “soberana” no cenário estadual. Na disputa da 1ª etapa do paranaense, o time se sagrou campeão e já garantiu vaga na final que ocorre no 2º semestre.

Para o dirigente Dema, o pouco tempo de trabalho e o alto nível das equipes adversárias foram determinantes para que o time não conseguisse melhores resultados. “Acho que um quarto lugar (nos Jogos Abertos Brasileiros) foi um bom resultado, sendo que a gente enfrentou a equipe mais forte na semifinal que é a equipe de Blumenau” afirmou o dirigente.

Vale lembrar ainda que o time maringaense perdeu para o mesmo Blumenau na Liga Sul e acabou ficando de fora da fase final que garante dois times na Superliga 2009/2010.

Apesar de não ter o rendimento dos últimos anos, o time foi bem no primeiro semestre no balanço do dirigente da equipe. “Pelo todo, pelo trabalho e pelo investimento que tá sendo feito esse ano, o trabalho ta sendo bem feito, e estamos no caminho certo” afirmou Dema.

Ele não esconde de ninguém que um patrocinador está fazendo falta e que manter a equipe não está sendo nada fácil. “Há mais de 20 anos que estou no voleibol de Maringá, eu estou tendo muita dificuldade este ano, ‘no português claro’, estamos tirando dinheiro do bolso, nós temos a Lei de Incentivo (ao Esporte) da Prefeitura, mas essa lei é pra manter todas as categorias, e pra manter todas as categorias, o investimento é bastante alto” declarou Dema.

No 2º semestre o time disputou a 2ª etapa do Estadual, os Jogos Abertos do Paraná e as finais do Estadual, e conseguiu vencer todas essas competições. Para o dirigente, a falta de um patrocinador forte impede que o time tenha mais investimento e possa brigar com outros times para voltar à Superliga. “Acho que enquanto não tivermos os empresários, enquanto não houver uma junção pra se levantar, não só o voleibol, mas outros esportes também, nós sempre vamos ter dificuldades” disse Dema.

Engenheiro Beltrão tem vinda ameaçada

Ter um time na primeira divisão estadual de futebol. Era isso que o torcedor maringaense esperava para 2010, mas com o “pedágio” cobrado pela Federação Paranaense, a possibilidade de ter uma equipe de futebol da cidade na elite estadual diminuiu bastante. Por enquanto, só o Grêmio Maringá e o Maringá Iguatemi são as equipes maringaenses confirmadas para 2010.

O Engenheiro Beltrão, que tinha a chance de transferir sua sede para Maringá e alterar seu nome para “Maringá Cidade Canção Futebol Clube”, acabou praticamente desistindo da mudança.

Segundo Luis Linhares, presidente do Engenheiro Beltrão, até mesmo o prefeito de Maringá, Sílvio Barros, foi até a federação para tentar eliminar esse “pedágio” que a equipe teria de pagar para mudar sua sede. ”O prefeito voltou muito desanimado com as respostas que obteve em Curitiba”, afirmou Linhares.

“A federação criou um pedágio, sentou em cima disso, e talvez o próprio interesse de Maringá e dos políticos pode ter ‘engordado’ os olhos da federação e está querendo tirar um proveito que poderia ser muito bom para o futebol do Paraná”, afirmou Linhares.

“As chances são pequenas.” Foi assim que o presidente do Engenheiro Beltrão classificou as chances da equipe transferir sua sede para Maringá. A mudança era dada como certa, mas acabou suspensa por causa da exigência do pagamento de 200 mil reais à FPF.

Segundo Linhares, as chances ainda não estão 100% descartadas. Ele comenta que existem medidas na Justiça Desportiva para tentar transferir a sede para Maringá, mas que é “chato” precisar desse tipo de expediente para conseguir essa liberação para a troca de sede.

Mesmo não vindo para a cidade, o Engenheiro Beltrão pode mandar alguns jogos do Campeonato Paranaense em Maringá. “Se o estádio do Engenheiro Beltrão não tiver condições de sediar os jogos, somos nós que indicamos o local, e não a Federação. Se o estádio não estiver pronto, nós vamos indicar o mais próximo, que, obviamente, será o Willie Davids”, afirmou Linhares.

Além dos problemas com arquibancada e estrutura no estádio de Engenheiro Beltrão, a falta de iluminação artificial também pode trazer a equipe para sediar alguns jogos nas quartas-feiras à noite – talvez até contra os times da capital.

Para o torcedor maringaense que quer acompanhar a 1ª divisão estadual, o presidente do clube garante estar negociando com o governo municipal o transporte para levar os torcedores até Engenheiro Beltrão para apoiar a equipe. “Não é porque a Federação está indo contra o futebol na nossa região que nós também vamos nos entregar a ela”, disse Linhares.

Mesmo que não dê certo a mudança, o Engenheiro Beltrão pretende continuar com uma sub-sede em Maringá. Segundo Linhares, o time não vai abandonar a cidade e ainda pretende fazer a pré-temporada para o Estadual de 2010 em Maringá, com direito a amistosos – talvez no estádio Willie Davids – caso a prefeitura libere.

Além de manter uma sub-sede, segundo Linhares, o Engenheiro Beltrão pode ajudar a profissionalizar uma equipe de Maringá, o Alvorada Futebol Clube. Atualmente, o clube só tem atividades amadoras, e pode entrar na 3ª divisão estadual no ano que vem.

Mesmo que não mude no próximo ano, o presidente do Engenheiro Beltrão afirmou que as portas estão abertas para uma mudança em outra data, já que o time firmou compromisso com o município de Maringá.

“O momento agora é de tomarmos as atitudes que venham em benefício do clube, que o clube precisa sobreviver” afirmou Linhares.

Mesmo que não use o nome no Estadual de 2010, o Maringá Cidade Canção Futebol Clube vai disputar um torneio amistoso fora do País. O time vai representar Maringá em um torneio internacional na Síria, no final de novembro, com participação de várias equipes do Brasil e do Exterior.

A mudança da política estudantil

O conceito de política estudantil mudou muito de vinte anos pra cá. Há duas décadas os interesses daqueles que participavam ativamente de um movimento político no espaço acadêmico era diferente dos interesses de hoje. Mas não é que atualmente não exista política estudantil, a visão e a forma de participação dessa parcela da sociedade é que mudou. Segundo a professora de sociologia, Loide Caetano (foto), o que aconteceu para a política estudantil ter ‘enfraquecido’, foi uma desilusão em relação ao comportamento dos políticos e autoridades. “É como se o jovem pensasse: Lutar para que?” Comenta Loide.

Hoje as passeatas, as invasões às reitorias são meros resquícios de um movimento estudantil unido de duas décadas atrás. Alguns estudantes não vêem essas atitudes como algo positivo. Frederico Taques, estudante de publicidade de uma faculdade particular em Curitiba, tem uma opinião no mínimo radical em relação a isso. Ele diz não sentir falta de ter um Diretório Acadêmico na instituição em que estuda. “Eu não sinto falta, porque acho que não precisaria de DCE´s para o jovem ser mais politizado e lutar pelos seus direitos. Os DCE´s muitas vezes ‘ajudam’ na hora de você contestar o seu direito, mas no final pouco fazem. Falam mais do que fazem”. Explica Taques.

A antiga forma de protesto não faz mais sentido para os jovens, até mesmo porque, antes, era preciso ser radical, já que eram reprimidos pela falta de liberdade de expressão. Hoje, o jovem quer apenas ser atendido. O estudante de filosofia Rodrigo da Silva Camargo, também acadêmico de uma universidade particular, em Porto Alegre, afirma que onde estuda há uma política estudantil organizada, com eleições para DCE e até mobilizações por parte do diretório, e às vezes, é mais ativa que na federal. E, diferente de Frederico, ele acredita que é imprescindível o jovem ter esse contato com a política no espaço acadêmico “A conscientização é sempre bom”, afirma Camargo. Mas, mesmo assim, ele assume que não vê motivo para repressões radicais, e até conta que em um episódio de descoberta de desvio de dinheiro público em seu estado, um amigo de classe o convidou a invadir o palácio “E eu olhei pra ele e disse: Pra que? Pra ser tirado de lá sob a guarda da brigada, ou debaixo de porrada? Pra acabar sendo taxado como maloqueiro ou baderneiro? Sou mais da comoção intelectual.” Conclui o estudante.

Profissão que faz a diferença

A profissão de jornalista vai além do que responder o Lide (O que? Quem? Onde? Quando? Por que? Como?- fatores que explicam a notícia). O exercício de coletar, redigir e editar informações não deve ser um processo mecânico, senão, qualquer "não-jornalista" poderia realizar esse trabalho.
Então qual o diferencial do jornalista para essa profissão?
Acho que, principalmente, humanizar a informação. Não que o profissional deva colocar a sua opinião nas notícias, visto que uma das características do jornalismo é a objetividade e a imparcialidade, mas ele deve colocar os atores sociais a mostra. Fazer com que o receptor se identifique com o ocorrido, com quem ocorreu ou como ocorreu é o principal objetivo do jornalismo. Pelo menos na minha opinião, fazer com que as pessoas se enquadrem em determinada situação para se sentirem amparadas e além disso, fazerem a diferença na sociedade é o intuito da profissão.
Sem mais, isso é o que eu espero do jornalismo, ser capaz de reproduzir e fazer a diferença para então conscientizar o mundo rumo ao mundo melhor.

Perfeccionismo, controle e outras características a mais

Falar da gente é mais fácil quando nos fazem perguntas relevantes que possam definir determinada personalidade.
Não acredito que falar do que gosto ou que faço vão realmente responder quem sou. Existem frases já ditas por autores já conhecidos que me definem muito mais do que meus gostos ou minhas obrigações e hobbys, porém não acho justo colocá-las aqui, já que o desáfio dessa editoria é nos fazer realmente pensar sobre a tão famosa pergunta "Quem sou eu?'
Sinceramente, acredito que nem que eu fizesse psicanálise durante toda minha vida eu conseguiria responder com palavras essa pergunta. O que acho que posso esclarecer aqui é a minha personalidade baseada no meu estado de espirito atual, já que concordo com Raul quando ele diz que prefere "ser essa metamorfose ambulante".
Como toda boa virginiana que se prese, o perfeccionismo ronda minhas atitudes, por mais que meu jeito descontraído e, às vezes, estabanado disfarce esse meu lado, sempre me deixo cair em um excesso de criticismo e perfeccionismo incabíveis.
Como consequência disso, o controle da situação sempre tem que estar em minhas mãos, principalmente no ramo profissional. Portanto, as pessoas que me cercam me consideram uma pessoa competente e confiável, recorrendo a mim para realização de trabalhos.
Apesar de não parecer, acredito que a modéstia é a minha melhor virtude. Elogios me deixam corada.

Das festas à saudade

É comum ouvirmos que os anos da faculdade são os melhores por causa das fetas e farras que o ambiente extra-academico nos proporciona. Porém, acredito que muito mais do que isso vou levar desses quatro anos em que estive presente na faculdade.

Durante esse tempo, destrui e construi sonhos. A ingenuidade de quando entramos na universidade é perceptível até mesmo pelos porteiros e funcionários da instituição. Nas primeiras semanas de aula, notei que meu sonho de salvar o mundo ia cair por água a baixo, e de fato caiu, percebi que fazendo um curso superior não ia me tornar alguém com superpoderes.

Mesmo assim, não considero isso algo negativo, eu realmente não queria todo peso do mundo em minhas costas. E novos sonhos foram surgindo nesses quatro anos de universidade, sonhos que foram construídos a cada manhã na sala de aula, durante as tardes nas ruas atrás de matérias, e durante as noites escrevendo-as ou editando. Esse tempo foi imprescindível para ver que um professor que parece ser um turrão na verdade é alguém com alguns kilos a mais de experiência e que apenas não duvida do meu potencial; foi também imprescindível para aprender que a experiência na rua ou nos diversos estágios, são um anexo do que se aprende sentada nas carteiras da faculdade; foi imprescindível para saber que os cololegas de festa são ótimos companheiros de trabalho também; foi imprescindível para observar que nesse mundo tempos que fazer a diferença, um trabalho, mesmo que simples e banal de uma disciplina fácil ou frugal, é de extrema importância e por fim, esses quatro anos foram o suficiente para hoje eu perceber que vão deixar muitas saudades!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cultura digital é crime na França

795 mil euros, dois anos de prisão e um ano sem acesso à rede no número de IP detectado, é o que um francês sofrerá se o projeto de lei contra a pirataria na internet for aprovado na França. O projeto, que já foi pré-aprovado pela câmara dos deputados com uma diferença de 60 votos, tem total apoio do ministro da cultura do país que alega proteger o direito dos artistas.

A liberdade civil não está em questão nessa discussão, o único lado que se vê é o do artista “prejudicado”, os parlamentares franceses ainda não têm decidido como será o processo de rastreamento dos produtos pirateados. Mas será que realmente é o músico que é depreciado com os downloads gratuitos? Se eles realmente são as vitimas da situação, por que algumas bandas de nome, com grande repercussão e história como Pink Floyd e Rdiohead não condenam a troca de arquivos gratuitos? Por que só artistas como a Lily Allen, que rezam para seus 15 minutos de fama não acabarem, está com a boca no trombone apoiando a “não pirataria”?

Quem nunca reclamou do preço de um CD que taque a primeira pedra, mas que o download é a maior pedra no sapato de todas as managers, isso é fato. A tal “pirataria” veio para quebrar o monopólio dessas gravadoras que detém o poder dos veículos de distribuição. É importante esclarecer que não sou a favor da comercialização desse material, apenas do livre acesso dele pela rede.

Do ponto de vista de alguém como eu, consumidora de música, a pirataria é uma forma de democratização dessa expressão cultural, além de ser um meio divulgador para os artistas. Não é a toa que músicos como Marcelo Camelo, Júpiter Maçã, entre outros, disponibilizam seu material livremente para os usuários da rede baixarem.

Um ponto que não é lembrado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, que quer se tornar um ícone contra a pirataria, é que o famoso “jabá” tão utilizado pelas gravadoras managers, é crime! Mas isso é esquecido e deixado de lado, é mais fácil ir contra a corrente, não aceitar as mudanças proporcionadas pela cultura digital e embolsar 795 mil euros a cada clique que uma pessoa fizer “indevidamente”.

O mercado terá que se adaptar a nova realidade da produção musical, até mesmo músicos da MPB afirmam resistir a qualquer movimento de repressão à liberdade civil ligada à cultura. É sempre pauta em fóruns sociais a distribuição cultural desigual, portanto, softwares rastreadores não vão solucionar esse quadro. A flexibilização do direito autoral da cultura digital é um passo a frente e cabe a todos não regredirmos.

Roupas para evangélicos conquistam espaço nas confecções

De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado noano 2000, a quantidade de evangélicos no Brasil aumentou nos últimos anos e corresponde ao segundo maior porcentual de fiéis no País. Algumas denominações estabelecem normas de vestimenta para seus seguidores e isso acaba se transformando em um nicho de mercado muito interessante para as confecções.

A estilista Maiara Folle trabalha em uma confecção onde são produzidas roupas destinadas ao público evangélico. A marca, que existe há aproximadamente 9 meses, surgiu da necessidade encontrada pelas vendedores na hora de escolher roupas mais comportadas. De acordo com a estilista, as saias e blusas mais compridas ganham um toque diferenciado. “Eu busco as tendências do mundo da moda e adapto a essas peças", conta Maiara. "A gente utiliza acessórios como fivelas e strass.”

Maiara revela que a marca não passou por muitas dificuldades no começo devido ao público consumidor previamente conhecido. Uma pesquisa realizada no início com os representantes ajudou no trabalho e na criação do conceito da marca. “Houve um crescimento muito grande, no começo eram produzidas 400 peças, hoje são 3.000”, comemora.


De acordo com a estudante de moda Fernanda Tanaka, toda marca possui um público alvo e a segmentação do mercado pode ser um ponto positivo. “As marcas precisam vender e, para isso, têm que saber para quem estão vendendo a fim de desenvolver produtos de acordo com a vontade dessas pessoas", explica. "A segmentação aumenta as vendas e produz um público fiel.”


A relação entre moda e religião foi tema de pesquisa da professora Loide Caetano, do Cesumar. Ela contou que a ideia da pesquisa surgiu do fato que, em algumas denominações cristãs, as mulheres vestem-se de forma diferenciada. As igrejas Pentecostais, a Assembléia de Deus e a Congregação Cristã do Brasil foram o alvo da pesquisa. Segundo a professora, algumas religiões não permitem decotes e roupas curtas. “Eu quis fazer um trabalho para descobrir qual a relação entre a religião ou da própria espiritualidade da pessoa com a moda”, revela. Partindo desse tema, Loide descobriu que a indumentária faz parte da doutrina da igreja da qual essas mulheres pertencem. “Isso talvez não esteja nem escrito no papel, mas se ela não se comporta dessa forma, ela não tem aquele sentindo de pertencimento ao grupo”, conclui.

Tecidos ecologicamente corretos ganham o mercado

O mundo da moda não está de fora da questão ecológica. A cada dia, novas tecnologias propiciam o surgimento de novos tecidos ou melhoramentos naqueles que já são largamente utilizados.

A grande aposta das indústrias de fiação é a utilização de materiais que não prejudiquem o meio ambiente. A engenheira têxtil, Thais Larissa da Silva, comenta que o poliéster reciclado é o mais utilizado. “Aqui em Maringá, tem uma empresa que já trabalha com esse tipo de fio”, informa a engenheira. Segundo ela, “o algodão orgânico é cultivado por uma parcela muito pequena de produtores e o algodão colorido exige uma série de trabalhos que dificultam e inviabilizam esse tipo de cultura, sendo por isso menos utilizado.”

Um produto fabricado a partir de fibras reaproveitadas ou com materiais alternativos pode ter uma diminuição de até 30% em seu valor, se comparado com produtos feitos com fibras virgens.

A professora de design, Luci Sifuentes, já utilizou materiais alternativos para a confecção de produtos. Um exemplo foram pulseiras confeccionadas a partir da embalagem de batata Pringles. Ela comenta sobre a importância dessa consciência ambiental. “O mundo todo vem olhando para essa questão do ecologicamente correto, da sustentabilidade e da responsabilidade social. Os nossos recursos naturais estão se esgotando, então você tem que pensar em novas maneiras, novas tecnologias para renovar esses recursos”.

Sacolas

Outra questão pensada a fim de reduzir os estragos ambientais é a substituição de sacolas plásticas pelos modelos retornáveis, reabrindo um nicho de mercado. “Em 2004, durante um projeto de preservação das matas ciliares de Maringá, foi observado que mesmo com a limpeza das águas, a quantidade de sacolas plásticas era enorme”, afirma a criadora da FunVerde, Ana Domingues.
Em função disso, a FunVerde procurou alternativas para solucionar o problema. Uma saída foi a utilização das sacolas retornáveis, confeccionadas a partir de banners usados, e das sacolas oxibiodegradáveis. “As nossas bolsas estão sendo vendidas para várias partes do país. Temos pedidos de grandes empresas”, comenta Ana.

A estudante de moda Aline Razente aprova a utilização desses ecoprodutos e acredita no futuro promissor desse novo tipo de material. “Assim como vários produtos que surgiram, tudo que é bom a moda se apropria e acaba sendo utilizado.”

A estudante faz uma sugestão às pessoas, que assim como ela serão os profissionais da moda. “Se nós estudantes começarmos a pensar nesse lado positivo da utilização desses produtos, a gente vai conseguir implantar isso no mercado.”

Teoria para o amor

O amor é um sentimento que sempre trouxe discussões sobre seu surgimento, causas e consequências. Até os cientistas já se aventuraram pelo tema e, segundo alguns, o amor não passa de uma série de hormônios mandados para os neurônios, gerando satisfação e prazer. Mas não houve uma área em que o tema motivasse tantas produções e servisse de inspiração quanto nas artes - entre elas, a música e a literatura. E se o caminho inverso fosse trilhado - da arte para a ciência?

Essa é a proposta domúsico Rafael Castro, conhecido no cenário alternativo nacional por composições que retratam o dia-a-dia e os sentimentos de forma simples e acessíveis, agora está divulgando uma teoria sobre o amor.
Para Castro, o conceito científico é apenas um combustível de algo maior, algo que as pessoas buscam para si, que seria a chave da felicidade. A sua procura por uma explicação para esse sentimento vem desde sempre. A pesquisa de Castro é baseada em experiências pessoais, na observação de outras pessoas e na ficção. "Na ficção, sempre acontece do autor programar um final feliz e movimentar o mundo inteiro para isso. No fim das contas, sintetiza o que todo mundo quer", explicou o músico.

A "Arte do amor" consiste em amar o que é imperfeito. Segundo Castro, as pessoas só amam aquilo que veem de vergonhoso no outro, aquilo que quebra com os valores tradicionais. A explicação dele é que todas as pessoas acabam sendo imperfeitas, erradas e vergonhosas perante a sociedade, portanto, a pessoa vai conseguir aceitar seus próprios defeitos se estiver com uma pessoa que os tenha em maior quantidade. De acordo com a sua teoria, a busca pelo amor vem da necessidade de cuidar (homens) e de ser cuidado (mulheres). "O amor vem da compaixão, e o desejo por ela é justamente um desejo de se sentir humano". Para Castro, isso explica o motivo de se ter tantos casos de amor incabíveis. "A gente se pergunta ‘Mas o que ele/ela viu nessa pessoa?!’ Isso porque o amor verdadeiro vem de um apego forte que temos à imperfeição". Castro acredita que a imperfeição é o que deixa uma pessoa interessante. Araceli Capeleto, que namora há quase 7 anos, não concorda com a teoria de Rafael Castro. Para ela, o amor não é uma busca pela imperfeição e que os defeitos de seu namorado perante os valores da sociedade são uma forma dela se completar nele, já que no seu caso a liberdade dele é o que mais a atrai. "Não que eu seja o modelo de perfeição, mas ele não precisa realizar os anseios dele em ninguém", confessou a estudante, que diz não acreditar em teorias sobre o amor.

Já o mestre em antropologia Thomás Meira explica que existe um campo dentro da sociologia dedicado ao estudo das emoções. Segundo Meira, é válido teorizar a respeito. Para o sociólogo, os sentimentos são construídos socialmente e diferenciados de cultura para cultura. O professor comenta que as formas ocidentais de amar, sentir saudades ou guardar luto, por exemplo, podem ser completamente diferentes das observadas em outras culturas. "No caso da nossa sociedade, aprendemos a expressar nossos sentimentos a partir de valores presentes tanto na educação mais formal como nos filmes, livros, músicas, mitos - como o de Romeu e Julieta - novelas, com os quais nos identificamos", destaca.

O fim dos boletos bancários?

Os métodos de pagamentos mais utilizados hoje em dia são o boleto e o débito bancário. O primeiro pode ser pago em agências bancárias, casas lotéricas ou via internet. Já no débito automático, as dívidas são debitadas automaticamente na conta corrente do usuário. Mas esse cenário poderá ser modificado com a chegada do Débito Automático Autorizado (DDA). O período de três anos para a adaptação foi estipulado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e deve começar a funcionar a partir do dia 19 de outubro.

O novo sistema estará disponível para pagamentos como mensalidades escolares, planos de saúde, condomínios e financiamentos. O DDA deve diminuir pela metade a impressão dos 2 bilhões de documentos anuais no País. O investimento para adoção do sistema é de aproximadamente R$ 100 milhões, bancados pela Câmara Interbancária de Pagamentos.

Quando foi renovar o contrato do apartamento em que mora, o estudante Gabriel Pelacani teve uma surpresa em relação ao pagamento do aluguel. Pelacani foi informado que,l nos próximos meses, ele pode optar por pagar a mensalidade pela internet. O estudante aprovou a idéia, por causa da redução de R$ 2,50 (valor cobrado pela emissão de cada boleto bancário) e por achar o método mais prático. “Eu gastei R$30 só com a impressão do carnê do aluguel”, reclama. De acordo com o contador José Gomes, a cobrança pela emissão do boleto bancário é ilegal. As pessoas que pagarem a taxa podem reembolsar o dinheiro no Procon.

Gomes acredita que estamos vivendo no mundo das movimentações on-line. “A tendência é que o pagamento com cheque ou com boleto bancário seja substituído pela versão digital”, acredita. O contador entende a preocupação das pessoas em relação às transações on-line, mas vê a tecnologia com bons olhos. “Tem alguns conservadores que ainda têm essa preocupação, mas chegou um ponto que eu acho que essa preocupação é compensada pela agilidade que essa movimentação está dando”. analisa. Ele sugere que os usuários cuidem das senhas pessoas e não abram e-mails suspeitos. “Os órgãos oficiais não pedem informação via e-mail e os agentes financeiros não pedem informações para cadastro do endereço eletrônico”, reforça.

Cresce opção de veículos alternativos

A conscientização por parte dos maringaenses em relação à poluição da cidade ainda é lenta e gradativa, porém, algumas pessoas levam a sério essa questão. Pequenas manifestações, organizadas por pequenos grupos acabam tendo repercussão e atingindo uma parcela da sociedade.

Rafael Rubio, estudante do 4º ano do curso de engenharia civil da UEM, organizou uma manifestação atingindo os universitários locais sobre a importância da separação e reciclagem do lixo. Em relação à poluição atmosférica causada pelo excesso de carros, Rubio aponta que existem inúmeras soluções, inclusive a instalação de outra empresa de transporte público para concorrer com a TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção). “Sai mais caro andar de ônibus do que de carro. Em alguns lugares as pessoas têm o habito de andar de carona, mas aqui é difícil, os maringaenses não têm o costume”, opina o estudante.

Diferente do sistema adotado por algumas cidades para combater tanto a poluição atmosférica, quanto o congestionamento das vias, que é o rodízio de carros, um grupo em Maringá resolveu adotar a “Bicicletada”.Considerando que Maringá possui um carro para quase duas pessoas, um dos maiores índices do país, a “Bicicletada” veio em boa hora. Criada em 1998 nos EUA, com o objetivo de promover a bicicleta como meio de locomoção alternativo, ela chegou a nossa cidade em maio desse ano.

O artista plástico Ademir Kimura que é adepto do veículo e participou do evento, conta que em algumas cidades européias, como Paris, Amsterdam e Berlim, já adotaram o veículo como meio de locomoção. “Aqui o bonito é andar motorizado, uma discrepância com as cidades mais cosmopolitas e sofisticadas do mundo”, comenta Kimura, que sempre que possível deixa o carro em casa.Para o professor universitário Thomas Meira, Maringá não precisa de um sistema de rodízio. Ele que anda a pé, acredita que a cidade não tem porte para esse tipo de atitude. “O certo seria conscientizar os cidadãos no sentido de desvincular o carro como único meio de transporte”, afirma Meira.Essa é também a intenção dos participantes da “Bicicletada”. Kimura acredita que deve haver um programa público vinculado às alternativas de locomoção. “Sou fã da bicicleta por ser um veículo ágil, não poluidor, não congestiona, saudável e ainda possibilita uma vida mais frugal com possibilidade de ver e sentir melhor a cidade e sua dinâmica. Acredito que a bicicleta seja o veículo do futuro e não o contrário como muitos maringaenses pensam”, finaliza o artista plástico.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Veja dicas para a melhor conservação dos alimentos

De acordo com a nutricionista Valéria Brumato Regina, os fatores que ajudam na conservação dos alimentos são higiene e temperatura. Confira algumas dicas:

- Se o arroz for preparado na noite anterior, é importante colocá-lo dentro de um pote e guardá-lo na geladeira. Se for deixado fora da geladeira, no outro dia o alimento estará com um alto grau de crescimento bacteriano. É preeciso esquentar bem a comida antes do consumo.

- Ela ensina os cuidados com alimentos crus. “Se eu quero levar salada em um saquinho, como as pessoas costumam fazer nas empresas, ele tem que estar bem lavado e a uma temperatura de menos de 10 graus. A pessoa tem que dar um jeito de chegar no serviço e colocar essa salada na geladeira. Se isso não for possível, é melhor não levar salada, apenas os alimentos que foram cozidos e podem ser esquentados depois”, alerta.

Receita Chá de Anis-estrelado

O chá de anis-estrelado vem sendo vendido nas ruas como cura ou prevenção para a gripe A. Segundo Perina Pelacani, consumidora assídua de chás, independente da intenção que as pessoas estão procurando a erva ultimamente, o chá é sempre uma boa recomendação para a saúde. Portanto, Perina passa a sua receita de chá.

Para uma xícara de chá é preciso:

8 estrelas da planta.

200ml’s de água

Preparação:

Ferver a água e adicionar o anis

Deixar em infusão por 10 minutos, esse tempo é suficiente para obter as substâncias ativas da erva

Para o chá fazer efeito, deve ser tomado várias vezes ao dia e, se possível, após cada refeição

"A moda não é só roupa"

A frase é do estilista Jum Nakao, que esteve em Maringá durante a Semana de Moda do Cesumar e foi entrevistado pelo blog “Chega do Mesmo”.
Jum Nakao é um dos mais importantes nomes da moda brasileira. Ele é lembrado principalmente pela coleção “A costura do Invisivel”, apresentada em 2004 na Semana de Moda de São Paulo (SPFW). No final do desfile, as modelos rasgavam as roupas de papel.

Durante sua passagem por Maringá, no início de agosto, Nakao conversou com a reportagem do blog “Chega do Mesmo”. Confira:

Mayara: A coleção “A costura do Invisível” causou muitos comentários. Quando se fala em Jum Nakao, a maioria das pessoas lembra dessa coleção de papel. Essa reação já era esperada?
Jum Nakao: Não, a gente não fez nada pensando que iria virar o que virou. Eu acho que se você faz as coisas pensando na reação das pessoas, não faz o que tem que ser feito. Às vezes, aquilo que é dito não é o que as pessoas querem ouvir.

M: Você vê a moda sob essa perspectiva do conteúdo. A moda pode ser um agente de transformação?
J: Com certeza. A moda não é só roupa, tecido. A moda é aquilo que você ouve, lê, os filmes que você assiste. Isso vai fazer com que você tenha uma opinião. A partir do momento em que você tem essas informações, você começa a se vestir espelhando sua resposta para o mundo. Quem não tem conteúdo é como se vestisse um corpo vazio de ideias. Então eu acho que é importante que as pessoas pensem por esse aspecto antes de pensarem em vestir uma marca. Por que eu vou vestir uma marca se não faço diferença alguma e se não tenho o que dizer, nenhuma opinião, nenhuma absorção do mundo?

M: Você chegou a cursar engenharia. Como foi a mudança para o mundo da moda?
J: Quando eu pensei em tecnologia foi como um suporte. Eu queria usar a tecnologia para me expressar para as pessoas. Hoje, em qualquer lugar que você vá, qualquer exposição de arte, bienal, você vê essa tecnologia muito presente, como uma interface, uma forma de expressão, uma forma de criar novas relações de percepção com o mundo. Mas há 20 anos, quando eu comecei a pensar em usar a tecnologia, era como se eu estivesse falando em ficção científica nas escolas. Os professores não queriam, não tinham esse foco de pensar em multimeios, linguagem. A ideia deles era formar pessoas para trabalhar numa linha de produção. Foi nesse momento que eu procurei outra forma de interagir e de agir e, por isso, fui para moda.

M: Como você vê a moda hoje? Quando você começou as coisas eram muito diferentes?
J: Eu estou há 25 anos batalhando para que as coisas aconteçam. Nos anos 80 eu me encontrei com Walter Rodrigues e outros estilistas com a ideia de criar um pensamento criativo, ter uma outra cena acontecendo. Só que era muito cedo, tive que esperar dez anos. Em 1996, participei do Phytoervas Fashion e percebi que era o momento de fazer a diferença. Depois de 10 anos, eu consegui mudar muito pouco porque no nosso País falta muita educação e falta muita cultura. Faltam muitos valores na nossa cultura, precisamos encontrar nossas singularidades, nossas individualidades. Nossa cultura ainda não tem uma autovalorização, um autorreconhecimento. Quando você fala num processo de identificação, você busca o espelhamento. A identidade está muito ligada a você buscar uma cópia. É um processo para que você realmente descubra a individualidade, a partir do momento em que você se olha no espelho e gosta de quem você é. Isso ainda não aconteceu com o Brasil. Eu estou desde 2004 batalhando para que essas mudanças aconteçam.

Maringá é contra os flanelinas

O dia-a-dia do maringaense que transita de carro pela cidade é marcado por vários inconvenientes. Além do trânsito e a falta de estacionamento público, os motoristas se deparam com mais um incômodo: os flanelinhas. Na maioria das vezes, são os próprios flanelinhas que estipulam um valor e querem, de qualquer forma, receber o dinheiro pelo seu “trabalho”.
O medo de ser agredido por um ‘cuidador’ de carro vem crescendo cada vez mais nas pessoas, principalmente após o episódio do assassinato de um flanelinha, praticado pelo próprio companheiro, que brigaram por apenas dois reais. A barbaridade reascendeu discussões sobre o assunto que já se tornou polêmica em Maringá.
A maringaense Vânia Rossi, 42, não é favor dos flanelinhas. “A gente já paga a Zona Verde, e ainda tem que dar dinheiro para eles. E eu ainda fico preocupada em sofrer alguma agressão.”
Maycon Dutra, 20, acredita que o trabalho do flanelinha é desnecessário. “Eles falam que vão cuidar do carro e não cuidam. Você chega no lugar e ele não está lá, está em outra quadra cobrando de outra pessoa. Além do mais, se a pessoa não aceitar que cuidem do carro corre o risco de sofrer ameaças”, desabafou. Dutra conta que a sua mãe já sentiu na pele a agressão praticada por um flanelinha. “Minha mãe não quis que ele cuidasse do carro, e ele perseguiu ela de bicicleta, agrediu ela. Até que apareceu um rapaz do Setran e deu uma dura nele.”
A dúvida que paira na cabeça dos moradores é qual tipo de atitude tomar em relação aos flanelinhas. Vânia acredita que, apesar da prefeitura ter tentado resolver a questão, o que “precisavam fazer é algum outro tipo trabalho, um trabalho de educação, talvez”. Já para Lucas Raggioto, o essencial seria que a polícia ficasse atenta, e a sociedade denunciasse o que visse de errado.