A conscientização por parte dos maringaenses em relação à poluição da cidade ainda é lenta e gradativa, porém, algumas pessoas levam a sério essa questão. Pequenas manifestações, organizadas por pequenos grupos acabam tendo repercussão e atingindo uma parcela da sociedade.
Rafael Rubio, estudante do 4º ano do curso de engenharia civil da UEM, organizou uma manifestação atingindo os universitários locais sobre a importância da separação e reciclagem do lixo. Em relação à poluição atmosférica causada pelo excesso de carros, Rubio aponta que existem inúmeras soluções, inclusive a instalação de outra empresa de transporte público para concorrer com a TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção). “Sai mais caro andar de ônibus do que de carro. Em alguns lugares as pessoas têm o habito de andar de carona, mas aqui é difícil, os maringaenses não têm o costume”, opina o estudante.Diferente do sistema adotado por algumas cidades para combater tanto a poluição atmosférica, quanto o congestionamento das vias, que é o rodízio de carros, um grupo em Maringá resolveu adotar a “Bicicletada”.Considerando que Maringá possui um carro para quase duas pessoas, um dos maiores índices do país, a “Bicicletada” veio em boa hora. Criada em 1998 nos EUA, com o objetivo de promover a bicicleta como meio de locomoção alternativo, ela chegou a nossa cidade em maio desse ano.
O artista plástico Ademir Kimura que é adepto do veículo e participou do evento, conta que em algumas cidades européias, como Paris, Amsterdam e Berlim, já adotaram o veículo como meio de locomoção. “Aqui o bonito é andar motorizado, uma discrepância com as cidades mais cosmopolitas e sofisticadas do mundo”, comenta Kimura, que sempre que possível deixa o carro em casa.Para o professor universitário Thomas Meira, Maringá não precisa de um sistema de rodízio. Ele que anda a pé, acredita que a cidade não tem porte para esse tipo de atitude. “O certo seria conscientizar os cidadãos no sentido de desvincular o carro como único meio de transporte”, afirma Meira.Essa é também a intenção dos participantes da “Bicicletada”. Kimura acredita que deve haver um programa público vinculado às alternativas de locomoção. “Sou fã da bicicleta por ser um veículo ágil, não poluidor, não congestiona, saudável e ainda possibilita uma vida mais frugal com possibilidade de ver e sentir melhor a cidade e sua dinâmica. Acredito que a bicicleta seja o veículo do futuro e não o contrário como muitos maringaenses pensam”, finaliza o artista plástico.
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