O conceito de política estudantil mudou muito de vinte anos pra cá. Há duas décadas os interesses daqueles que participavam ativamente de um movimento político no espaço acadêmico era diferente dos interesses de hoje. Mas não é que atualmente não exista política estudantil, a visão e a forma de participação dessa parcela da sociedade é que mudou. Segundo a professora de sociologia, Loide Caetano (foto), o que aconteceu para a política estudantil ter ‘enfraquecido’, foi uma desilusão em relação ao comportamento dos políticos e autoridades. “É como se o jovem pensasse: Lutar para que?” Comenta Loide.
Hoje as passeatas, as invasões às reitorias são meros resquícios de um movimento estudantil unido de duas décadas atrás. Alguns estudantes não vêem essas atitudes como algo positivo. Frederico Taques, estudante de publicidade de uma faculdade particular em Curitiba, tem uma opinião no mínimo radical em relação a isso. Ele diz não sentir falta de ter um Diretório Acadêmico na instituição em que estuda. “Eu não sinto falta, porque acho que não precisaria de DCE´s para o jovem ser mais politizado e lutar pelos seus direitos. Os DCE´s muitas vezes ‘ajudam’ na hora de você contestar o seu direito, mas no final pouco fazem. Falam mais do que fazem”. Explica Taques.
A antiga forma de protesto não faz mais sentido para os jovens, até mesmo porque, antes, era preciso ser radical, já que eram reprimidos pela falta de liberdade de expressão. Hoje, o jovem quer apenas ser atendido. O estudante de filosofia Rodrigo da Silva Camargo, também acadêmico de uma universidade particular, em Porto Alegre, afirma que onde estuda há uma política estudantil organizada, com eleições para DCE e até mobilizações por parte do diretório, e às vezes, é mais ativa que na federal. E, diferente de Frederico, ele acredita que é imprescindível o jovem ter esse contato com a política no espaço acadêmico “A conscientização é sempre bom”, afirma Camargo. Mas, mesmo assim, ele assume que não vê motivo para repressões radicais, e até conta que em um episódio de descoberta de desvio de dinheiro público em seu estado, um amigo de classe o convidou a invadir o palácio “E eu olhei pra ele e disse: Pra que? Pra ser tirado de lá sob a guarda da brigada, ou debaixo de porrada? Pra acabar sendo taxado como maloqueiro ou baderneiro? Sou mais da comoção intelectual.” Conclui o estudante.
Hoje as passeatas, as invasões às reitorias são meros resquícios de um movimento estudantil unido de duas décadas atrás. Alguns estudantes não vêem essas atitudes como algo positivo. Frederico Taques, estudante de publicidade de uma faculdade particular em Curitiba, tem uma opinião no mínimo radical em relação a isso. Ele diz não sentir falta de ter um Diretório Acadêmico na instituição em que estuda. “Eu não sinto falta, porque acho que não precisaria de DCE´s para o jovem ser mais politizado e lutar pelos seus direitos. Os DCE´s muitas vezes ‘ajudam’ na hora de você contestar o seu direito, mas no final pouco fazem. Falam mais do que fazem”. Explica Taques.
A antiga forma de protesto não faz mais sentido para os jovens, até mesmo porque, antes, era preciso ser radical, já que eram reprimidos pela falta de liberdade de expressão. Hoje, o jovem quer apenas ser atendido. O estudante de filosofia Rodrigo da Silva Camargo, também acadêmico de uma universidade particular, em Porto Alegre, afirma que onde estuda há uma política estudantil organizada, com eleições para DCE e até mobilizações por parte do diretório, e às vezes, é mais ativa que na federal. E, diferente de Frederico, ele acredita que é imprescindível o jovem ter esse contato com a política no espaço acadêmico “A conscientização é sempre bom”, afirma Camargo. Mas, mesmo assim, ele assume que não vê motivo para repressões radicais, e até conta que em um episódio de descoberta de desvio de dinheiro público em seu estado, um amigo de classe o convidou a invadir o palácio “E eu olhei pra ele e disse: Pra que? Pra ser tirado de lá sob a guarda da brigada, ou debaixo de porrada? Pra acabar sendo taxado como maloqueiro ou baderneiro? Sou mais da comoção intelectual.” Conclui o estudante.
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