quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O fim dos boletos bancários?

Os métodos de pagamentos mais utilizados hoje em dia são o boleto e o débito bancário. O primeiro pode ser pago em agências bancárias, casas lotéricas ou via internet. Já no débito automático, as dívidas são debitadas automaticamente na conta corrente do usuário. Mas esse cenário poderá ser modificado com a chegada do Débito Automático Autorizado (DDA). O período de três anos para a adaptação foi estipulado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e deve começar a funcionar a partir do dia 19 de outubro.

O novo sistema estará disponível para pagamentos como mensalidades escolares, planos de saúde, condomínios e financiamentos. O DDA deve diminuir pela metade a impressão dos 2 bilhões de documentos anuais no País. O investimento para adoção do sistema é de aproximadamente R$ 100 milhões, bancados pela Câmara Interbancária de Pagamentos.

Quando foi renovar o contrato do apartamento em que mora, o estudante Gabriel Pelacani teve uma surpresa em relação ao pagamento do aluguel. Pelacani foi informado que,l nos próximos meses, ele pode optar por pagar a mensalidade pela internet. O estudante aprovou a idéia, por causa da redução de R$ 2,50 (valor cobrado pela emissão de cada boleto bancário) e por achar o método mais prático. “Eu gastei R$30 só com a impressão do carnê do aluguel”, reclama. De acordo com o contador José Gomes, a cobrança pela emissão do boleto bancário é ilegal. As pessoas que pagarem a taxa podem reembolsar o dinheiro no Procon.

Gomes acredita que estamos vivendo no mundo das movimentações on-line. “A tendência é que o pagamento com cheque ou com boleto bancário seja substituído pela versão digital”, acredita. O contador entende a preocupação das pessoas em relação às transações on-line, mas vê a tecnologia com bons olhos. “Tem alguns conservadores que ainda têm essa preocupação, mas chegou um ponto que eu acho que essa preocupação é compensada pela agilidade que essa movimentação está dando”. analisa. Ele sugere que os usuários cuidem das senhas pessoas e não abram e-mails suspeitos. “Os órgãos oficiais não pedem informação via e-mail e os agentes financeiros não pedem informações para cadastro do endereço eletrônico”, reforça.

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